Pela auto-crítica.

May 28, 2013

Não consigo parar de ler a respeito da atitude to tal Botika, personagem curioso da boêmia carioca que recebeu uns sopapos do Eduardo Paes.

A princípio, achei tosco e cômico o quiprocó todo, mas depois veio subindo uma sensação de absurdo somada a um pequeno sabor de raiva gratuita. Ao ler o post do próprio Botikay em seu perfil online, dizendo do orgulho que tinha de ter levado às vias de fato o prefeito, me veio um lapso de clareza: o político, cada vez mais, vira o bode expiatório no Brasil.

Na Alemanha de Hitler, eram os judeus. Na Rússia de Lenin, os banqueiros (judeus ou não). No Brasil, são os políticos. Tudo está errado por conta dos políticos. Anúncios são feitos, piadinhas correm soltas. Virou um lugar comum na cultura brasileira. Cansei de ver taxista que larga o verbo pra cima do governo, mas que não vota há séculos, não se organiza, é, enfim, mais um analfabeto político.

É uma fartura de opinião somada à uma escassez de atitude. E o pior, agora vimos esse lugar comum virar pancadaria. Achar que o Eduardo Paes (pessoa física) seja o problema é ridículo.

O problema somos nós. Eu, você, nosso amigo taxista e todos que não fizemos o suficiente para sustentar uma alternativa viável a esse prefeito, esses deputados, esses senadores, esses governadores, enfim, essas representações de nós mesmos que tanto detestamos.

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Uma Jerusalém para Esquecer

May 13, 2013

“Judaism is a religion of time aiming at the sanctification of time. Unlike the space-minded man to whom time is unvaried, iterative, homogeneous, to whom all hours are alike, qualitiless, empty shells,the Bible senses the diversified character of time. There are no two hours alike. Every hour is unique and the only one given at the moment, exclusive and endlessly precious. 

Judaism teaches us to be attached to holiness in time, to be attached to sacred events, to learn how to consecrate sanctuaries that emerge from the magnificent stream of a year. The Sabbaths are our great cathedrals; and our Holy of Holies is a shrine that neither the Romans nor the Germans were able to burn;”

(Rav. Joshua Heschel – The Shabbat)

 

‘Sing us one of the songs of Zion.’

How shall we sing HaShem’S song in a foreign land?

If I forget thee, O Jerusalem, let my right hand forget her cunning.

Let my tongue cleave to the roof of my mouth, if I remember thee not; if I set not Jerusalem above my chiefest joy.

(Salmo 137)

 

O sistema Pardes de interpretação da Torá estabelece quatro níveis de compreensão, indo do literal ao oculto. Trata-se de uma escada de significados, onde a possibilidade de compreensão é ampla e o texto se transforma em um solo fértil, abençoado com visões e possibilidades. Moisés tinha dificuldades para falar e o ouvido da interpretação judaica o fez gago. Muitas vezes durante nossa vida, somos tentados a validar apenas um dos significados, quer dizer, estabelecer que uma parte é o significado total, ignorando as outras. Se tomamos o literal como exemplo, o mundo ter sido criado em 7 dias deixa de ser um ponto de partida para uma visão cósmica humanista, com um profundo sentimento de diálogo e justiça e vira uma gaiola intelectual, arqui-inimiga do darwinismo e da física contemporânea. Se nos apegarmos ao significado oculto, ou interpretado, corremos o risco de transformarmos histórias simples em mundos secretos, de esquecermos mensagens universais e aproximarmos o judaísmo da magia. 

A resposta é a mais democrática de todas: é e também é. O significado literal (o mundo foi criado em sete dias), é verdadeiro. E a interpretação (o que seriam 7 dias para Deus?)  é mais do que válida. A Torá fica sem palavra final e segue viva, em permanente diálogo com seu leitor.

Já convivemos com esse perigo há séculos. E vimos, em primeira mão, as catástrofes geradas por esse tipo de apego. Místicos levaram milhares ao fanatismo e à obscuridade. Falsos messias literais condenaram outros à derrota e à morte. Sempre nesse perigo de ver as partes como o todo.  

O sionismo moderno traz um novo desafio para o judaísmo. O desafio de construir um significado judaico a partir de uma poderosa base real. Base esta que pode trazer à loucura os mais desinformados literalistas da fé judaica. O Estado de Israel não só ensandece os adeptos das profecias apocalípticas onde haverá uma grande guerra nos vales do oriente médio, como também movimenta as massas que acreditam que a conquista literal da terra, nos trará um messias mais rápido. São perigos inéditos na narrativa judaica e que vêm causando verdadeiras catástrofes éticas e internas.

A primeira é a confusão entre política e religião que existe em Israel. Por séculos, a elite da rabanut européia viveu à margem de um subsídio estatal. Hoje em dia, parece não conseguir viver sem esse tipo de coisa. Na maior parte da história do jovem estado, poucas coalizões conseguiram governar sem a ortodoxia. Não precisamos ir muito longe para vermos o que uma dose de ceticismo político pode fazer com uma facção religiosa capaz. Aos poucos, vemos a figura do religioso isolar-se no panorama social. O criar de vários tipos de judeu alimenta um sectarismo que nos afasta de possuidores de um rico conhecimento de vida e fé. Cria-se uma leve xenofobia interna, mútua, que corrói nossa capacidade de diálogo e de compreensão. Ignorar o significado laico do sionismo é nossa primeira tragédia. 

A segunda, é pensar que a realização de um Estado proclama o fim da história judaica, substituída agora pela história de um país. Não podemos negar a importância de Israel para a segurança e sobrevivência de seus cidadãos e dos judeus da diáspora, porém já vimos a tragédia que é tentar propor uma “solução final para o problema judeu”. Desculpem a frase de efeito, mas entender Israel como um fim e não um meio é horripilante. Se nossos meios materiais não estiverem à serviço de um horizonte humano e ético e simplesmente à revelia de uma vida que quer “tirar o pão da terra”, estaremos abrindo mão de algo muito importante. O anti-semitismo não pode ser o argumento máximo do sionismo. É essencial refletir sobre para que um Estado. 

O povo judeu é uma das mais dinâmicas personalidades da história e, se foi garantido seu direito de auto-determinação, não é sadio propor que ele reduza esse dinamismo. O sonho de ser “mais um” no panteão das nações é, também, perigoso. Israel é sinônimo de luta contra si mesmo e contra sua verdade e propor o fim dessa luta é mais uma forma equivocada de messianismo. Desejar que Tel Aviv seja uma versão de São Francisco habitada por judeus é triste. Pensar que o capitalismo de mercado das grandes potências nos fará iguais aos outros povos, é outra ilusão. A blusa da Abercrombie não nos trará igualdade. Ignorar o significado espiritual do sionismo é nossa segunda tragédia. 

Não pude deixar de ler o belo artigo do Marcelão Treistman no blog Conexão Israel sobre o episódio no muro das lamentações da semana passada. Sua importante narrativa nos transporta para o evento, onde corajosas mulheres, membros da organização Women of the Wall, foram rezar shacharit em meio a um turbilhão de manifestações por parte dos ultra-ortodoxos. Me comoveu a chutzpah dessas valentes, da mesma forma que me horrorizou o tipo de reação por parte da comunidade ortodoxa.

Me choca ver como a disputa por um espaço se transforma rapidamente em uma de-santificação do tempo. Essa é uma inversão de valores que mostra uma cegueira e falta de recursos dialógicos e criativos por parte da sociedade israelense.

Em dias como estes que precisamos mais do “é e também é”. Procurar esse caminho médio impossível. Saber navegar e complementar mandamentos aparentemente contraditórios e separar, com propriedade, o dia da noite, o shabat do dia de trabalho. Saber entender que a Jerusalém do salmo não é a dos muros de pedra que nos separam e sim a dos nossos momentos sagrados de convivência e aprendizado mútuo.

A Jerusalém das pedradas e cuspidas, das balas de borracha, das ofensas e das picuínhas, essa esqueceremos.

 

 

 

Recording from this Saturday

April 15, 2013

Last Saturday, a lazy afternoon brought me to Daniel Johnston’s great tune. 

O sintoma Eike

April 12, 2013

Li hoje no blog do Juca Kfouri, uma matéria que atacava os méritos de Eike Batista. Juca, faz uma crítica ao empresário, notando, justamente, a falta de solidez de suas realizações e, ao mesmo tempo, critica sua categoria jornalística, que rotulou o capitalista como importante.

Se estabelece no contexto do artigo uma relação entre atenção e fortuna; entre o fato de aparecer na mídia e captar recursos; entre ser parte dos mais ricos segundo a Forbes e subir na lista da Forbes.

A crítica é certíssima, excelente. A lucratividade de ser o “investimento do momento” é sem precedentes. A abertura do capital das empresas de Eike protagonizou momentos históricos da BOVESPA.

Só se falava nesse cara e, um dia, com toda a ingenuidade, fui aprender com ele. Digitei no Youtube e fui ouvir o que ele dizia.

A entrevista do fantástico é fascinante. Eike aparecia em seu escritório, mirando de sua oficina a bela baía de Guanabara. Sua escrivaninha era ornada com objetos místicos, completamente sincréticos: cristais, símbolos incas e referências hindus. Até aí eu só achava esquisito, um pouco patético, pois já me parecia uma série de muletas, apoios para uma auto-estima exacerbada.

Foi então que a mágica aconteceu. Ele começou a falar. Eu fui dando descontos pro seu discurso capitalista usual (amor ao risco, competição, eficiência) pois sabia que isso viria, até que ele começou a apresentar seu modelo de negócio. E aí, meu amigo, aí estamos vendo ele vender o peixe dele. Estamos vendo como ele consegue os bilhões.

Mostrava um gráfico para as câmeras, chamado visão 360 graus, que mais parecia uma mandala entediada. O gráfico descrevia com círculos as engenharias necessárias para um bom empreendimento: civil. A explicação constava num livro escrito em parceria (ahem) com um jornalista.

Pronto. Para mim, estava explicado o por que da sua fortuna.

Todos nós investimos: dinheiro, tempo, afeto… o que seja, nas nossas vidas. E investir causa angústia, pelo simples fato de, por mais mínimo que seja o risco, não há como garantir nada. Não podemos garantir que nossa plataforma de petróleo não sofrerá nenhum revés da mesma forma não podemos garantir que nossos namoros durarão para sempre.

Poucas pessoas estudam detalhes. Poucas pessoas refletem a respeito. Poucas pessoas tomam iniciativas fora da manada. Com seus amuletos, Eike acalma nossas inseguranças mostrando sua força e com sua mandala 360 graus, que previu tudo. Assim, ele dá conta das duas dimensões da nossa insegurança.

Num país como o Brasil, onde a concentração de renda é absurda e o volume de riqueza é esplêndido. Quem conseguir calçar a insegurança dos donos do Brasil, seduzindo-os a pensar que multiplicarão suas fortunas, cobrará caro por isso. Eike não inventou o avião. Eike não criou a cura do câncer. Eike acha riquezas naturais e explora. Eike participa de licitações e ganha. Eike é amigo do governo e pede empréstimo com juro baixo. 

É um oportunista hábil, sem dúvidas, um empresário capaz, da mesma forma. Porém o seu sucesso é um sintoma do fracasso de uma sociedade. Uma sociedade ávida por bocadas, saídas fáceis e parcerias público-privadas – novas encarnações das capitanias hereditárias onde a redenção não virá através do trabalho.

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Twitters presidenciais

February 27, 2013

Sou fã do Barack Obama. Acho que todo mundo já sabe. Além de ser o primeiro presidente negro dos EUA, o cara ainda é super atencioso com as tendências tecnológicas e culturais do país.

Por esses e outros fatos, sou um dos seus 27 milhões de seguidores. Não sou americano, mas me interesso pela política daqui e admiro o democrata. E claro, volta e meia dou um retweet, reenvio uma mensagem de apoio a pedido do presidente gringo.

Sou plenamente consciente de que muitos poucos dos tweets vêm diretamente do homem, que se trata de uma equipe de comunicadores que gera o conteúdo. Também sei que meu retweet entra no turbilhão de estatísticas cibernéticas e faz uma minúscula diferença. Mas mesmo assim, eu faço.

Essa é a beleza da nossa era. Em gringês, “scalability” –  a capacidade de dos pequeninos se juntarem e fazerem parte de algo grande. É disso que muitas empresas vivem, como Google, Amazon, Ebay, iTunes, etc… São os .39 centavos que nego paga por uma música, que só fazem sentido quando se vende muita música.

Foi por curiosidade que eu fui dar uma olhada no twitter da senhora presidente do Brasil, D. Dilma Rouseff. E vejo seu último post:

 

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Achei grave. Muito grave. Uma mensagem de 3 anos atrás, com uma promessa não cumprida!

Depois da raiva, pensei que fosse talvez até um pouco de despreparo. Custa contratar uma pessoa para lidar com o povão que está atrás do teclado? Estamos muito ocupados fazendo acordos com o PMDB? O Brasil não quer ser líder global? Cadê o twitter da Dilma em Inglês?

Acho que a decisão não deve ter sido tomada sem bases. Muito menos pela chefe-de-estado em questão. E acho que reflete uma realidade tupiniquim: a Internet brasileira ainda não tem a capacidade de mobilização que vemos em outros países.

O twitter da Lei Seca do Rio tem 462 mil seguidores, enquanto o Marcelo Freixo, principal voz da oposição no estado, tem 70 mil. O próprio governador não passa dos 107 mil. Estamos definitivamente mais preocupados em escapar de multas do que participar do nosso processo democrático.

Pelo visto, a Dilma sabe disso.

Restos da semana

February 22, 2013

Essa semana foi rica em relação ao que pensar. Digo isso porque sempre preciso do exercício de digerir as manchetes de jornal, as leituras e as canções.

Começou com a blogueria cubana que veio parar em terras tupiniquins. Minha principal conclusão é que não vale a atenção que foi dada. Fim do assunto.

Partindo para um universo mais fecundo, li um editorial de O Globo que me deixou enfurecido. Acho interessante o fato de cartas serem assinadas e os editoriais de jornais no Brasil serem “anônimos”. Numa era de transparência, personalidade e acesso à informação, o jornal se esconde. Faz sua crítica incluindo todos  que trabalham alí. O editorial em questão falava de democracia. Tenho plena certeza que nem todos os funcionários de O Globo compartilhem de tal opinião proferida no infeliz texto, ou que tenha sido feita uma consulta interna para averiguação mas, pelo visto, na redação de O Globo, só existe a democracia dos chefes.

Fico cada dia mais insultado ao ler essa publicação. O que me faz ir lá todo os dias pela manhã é o fato de ter as notícias do Rio, com as belas fotos do meu amigo Felipe Hanower. Mas volta e meia passo por um anzol sensacionalista e caio na rede feito sardinha. Fico com uma sensação de indulgência, como quem gastou um dinheiro que não tinha com algo que não precisava. Promessa para 2013: parar de ler O Globo? Amigos, alguém recomenda um jornal carioca bom, completo e sem essas palhaçadas? O será que o preço da informação é ter que aturar esses patetas? Ó vida…

Uma coisa que fiz essa semana e que foi incrível foi ter virado contribuinte do Radiolab. O Radiolab é um programa de rádio da rádio pública aqui de Nova Iorque. A rádio pública é um conceito dos gringos. Trata-se de uma rádio nacional que funciona como uma fundação e é financiada em parte pelo governo e em parte por doações (como a minha!). O programa é disponível gratuitamente para download na forma de podcast. É muito, muito bom. Sempre inteligente e bem feito. Tocam temas geralmente relacionados à ciência e como as descobertas vem mudando a sociedade e a visão de mundo. O episódio sobre cores é sensacional. Recomendo muito.

Amanhã começa Purim. Vou preparar a fantasia e o fígado. Fui! 🙂

Israel: Pensamentos pós eleitorais

January 23, 2013

– Acho universal o direito à opinião, absolutamente universal. O que não é universal é o direito ao voto. O voto é restrito à cidadania, estabelece uma relação de custo-benefício, de responsabilidade-privilégio. Portanto, não fez aliá, meu amigo, sem essa de ficar pressionando o voto dos outros. O que eu já ouvi de comentário raivoso, deselegante, direcionado a quem vota em Israel, não tá no gibi. A ansiedade da diáspora em saber aonde vai o governo israelense é compreensível, mas a tentativa de controlar esse voto é patética, além de cruel. Meus caros amigos e familiares que vivem em Israel votaram em quem quiseram, estão contentes ou contrariados com o resultado, mas o direito é deles e não meu. E o é por opção.

– Outra coisa que me impressionou bastante foi a adesão da sociedade israelense à novidades centristas com propostas genéricas que deixariam as farmácias populares do Brasil no chinelo. A ascensão e brusca queda de um partido chamado Kadima (adiante!), com ares peemedebistas, e com um lema insípido só prova que existe um eleitorado israelense que anda feito cego em tiroteio. (Atenção para metáfora atingindo níveis literais)

– Como o “Iesh Atid” (há futuro!), que na minha humilde opinião, remonta aos mesmos princípios, talvez com um lema mais desesperado dessa vez. Cruzemos os dedos para que o grupo não repita o erro e não seja uma mais uma força blasé no cenário político internacional.

– Quem se trumbicou bonito, e deve se trumbicar ainda mais é a esquerda sem calorias do Avodá (trabalhismo). Parece que numa sociedade cada vez mais polarizada, tentar vender esse suco de limão com sabor de tamarindo não dá certo. Os partidos azulados, não-ideológicos, roubam essa bola e uma esquerda herdeira e não praticante não serve pra nada.

– Quem ficou dançando mesmo depois que a música parou foi Bibi Netanyahoo, que salvou seu partido aliando-se ao direitista Avigdor Liberman, mesmo depois deste ser acusado de corrupção. Uma bela tacada que mostra bem o pragmatismo político da direita – como todo mundo adora e como Deus manda. Mesmo assim, tomou uma bela surra e perdeu 10 cadeiras no congresso, inclusive para o desafeto Naftali Bennet.

– Falta lembrar ao líder do Likud que ser o maior partido do Congresso não garante a habilidade de formar governo e ser primeiro ministro. Bibi é um sobrevivente e sabe disso. Ficam meus votos para que não sobreviva.

– A última bola fora que quero comentar é a do jornal “O Globo”, que pelo visto insiste em uma pauta superficial e papagaia. Realmente, é de morrer de rir: volta e meia se referem a Bibi como o “ex-militar” sem, obviamente, lembrar que num país onde o serviço militar é obrigatório, não retrata nenhum diferencial.

Eleph-ants

August 13, 2012
Did this for fun this weekend. Used Adobe Premiere and Photoshop CS6.

Did this for fun this weekend. Used Adobe Premiere and Photoshop CS6.

E um dia você acorda cheio de saudades de todo mundo.

February 18, 2012

Essa noite foi brabo: sonho com direito a RIo, amigos, infância, inclusive com mifkad da Chazit Hanoar.

Abandonei a cama às 6 da manhã e deixei o sentimento assentar enquanto mandava recados aos meus amigos nobremente ocupados com o Carnaval que se desenvolve no Rio, em Búzios, na Serra.

O sonho eu não sei descrever muito bem. Foi uma mistura de ir até os lugares onde passei minha infância, sendo jovem, porém com mudanças radicais. As pessoas sentavam no mifkad. Minha casa era na Paula Freitas, ao invés da R. Tonelero, onde cresci.

Lembrei de conversar com o Ricky Niskier que eu me lembrava dele com 7 anos de idade, o chanich mais novo da machané, sendo assediado pelas meninas nos degraus de concreto do sítio que iámos em Rio Dourado.

E ainda lembro.

Nostalgia pura.

Sei lá. Fica meu beijo grande pra quem faz parte da minha vida.

Why Email Isn’t Blogging: A Concern

November 29, 2011

Nowadays, our communication merged towards email. And email became one of the most direct ways to contact virtually anyone in the globe. If you’d tell someone 30 years ago, that you’d create a technology that would make a document appear anywhere in the planet, instantly, they’d probably think you were nuts.

But now it’s the most natural thing and it’s getting better and better. The mobile revolution has arrived and now you can actually interrupt anyone with an email. By email we communicate with dear friends and receive important work correspondence.

If I could pick a core characteristic for email, I’d say it’s personal.

That’s why I believe that it’s not blogging. Let me explain:

People usually blog “to the world”. I am not writing this to someone specific. I’m just expressing myself and collaborating with the internet. People that email their views and opinions to all friends, even their travel experiences need to have a reason to do so, otherwise, that content would fit better a blog.

Some people even curate the web via email, which some people find even annoying. I find tons of cool, inspiring stuff online every single day. It’s just endless. All the time people are using creativity and wit around the cyberspace. But I’d never email a cool video to all my contacts. Only if it’s relevant for them, i.e., ‘hey cousin Mike, I read this article and thought that it might help in your tomato business’.

I think that some people got stuck with email, and keep sending stuff invasively. I created myself a rule. I only read what comes from close family. Otherwise, I’d go nuts.

There’s an etiquette being developed in our times and knowing what belongs where is part of it. The capabilities of tools like blogging and social media are incredible. Of course it takes more work and the views aren’t as quick as email (people will read your stuff when they have time to it), but I think that it’s worth not pushing it into their inboxes.

 

For a better emailing, happy blogging, y’all!